Reflexões do turismo sustentável: comprar souvenirs é realmente responsável?

Nesse tempo dentro de casa arrumando os cômodos, reparamos em nossos souvenirs de cada viagem e lembramos a quantidade de lojas com produtos iguais que existia na Itália, por exemplo. Nos pareceu uma produção mais industrial do que artesanal, então fomos pesquisar.


Encontramos relatos de viajantes que visitaram mais de 6 lojas e não encontraram nenhum produto com produção local, apenas vindos da China, como o Mundo Indefinido. Quais serão as condições de trabalho das pessoas que produzem nossos souvenirs? Sendo que grande parte vem da Ásia, onde sabemos que existe problemas gigantes quanto a trabalho. 


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Fonte Unsplash Ilya Shishikhin

A grande maioria, se não todos, os pontos turísticos do mundo possuem diversas lojas e barraquinhas vendendo souvenires e produtos sobre o local, como a Torre Effiel, por exemplo. Nossa reflexão não é sobre parar completamente de comprar uma lembrança de sua viagem, mas sim avaliar o que você está comprando e para onde está indo esse dinheiro: trabalho escravo, exploração infantil, qual a cadeia de suprimento e de materiais desses produtos?


De qualquer forma esse mercado ajuda economicamente os países e gira muito dinheiro. Se você se atentar será fácil perceber quando um produto é artesanal e ajuda a população local do que produtos com precedência desconhecida.


Lembre-se que é um mercado com quase nenhuma regulamentação e fica muito complicado segurar o fluxo de importação. Esses produtos em parte, roubam espaço dos negócios e artesãos locais.


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Então o que um viajante responsável deve fazer?

Você não só pode, como deve comprar produtos locais, lembrando te interagir com a cultura local, conhecer os objetos e seus significados, deve ser mais do que um enfeite na sua casa.


Não custa nada perguntar para o comerciante como foi feito o produto que você gostou, ver a etiqueta de onde veio e refletir sobre essa compra.


"Em cidades turísticas, como Salvador, ganhar dinheiro com souvenirs não tem sido fácil, até por causa da concorrência dos produtos industrializados, às vezes “made in China”." A Tarde Uol


Fonte: Unsplash Cederic Vandenberghe

O que não comprar de jeito nenhum?

O mercado de souvenirs ainda tem muitos costumes antigos e que não combinam com o fluxo de pensamento das novas gerações. Porém se ainda existem produtos como o Marfim sendo vendidos é porque existe demanda. Está na hora de irmos mais afundo e mudarmos realmente esse cenário. Se você se importa com o meio ambiente assim como a gente, nunca compre esse produtos em suas viagens:


  • Dentes e barbatanas de animais: animais são mortos por apenas um pedaços de seus corpos. Na Ásia, a sopa de barbatana de tubarão provoca morte de mais de 70 milhões de tubarões todos os anos.

  • Corais: muitos não sabem, mas eles também são seres vivos e são essenciais na missão de balancear o ambiente marinho. Até mesmo o calor dos corpos humanos fazem mal para esse ser vivo, ao mergulhar, evite tocar sem motivo em um coral.

  • Conchas: a grande maioria das grandes tiradas do mar e não da praia fazem parte de uma indústria ilegal, porque as conchas são coletadas com animais vivos ainda dentro que são mortos apenas para a captura da concha. Além disso retira-las da beira do mar altera o ecossistema, elas tem um papel fundamental em criação de ninhos de aves, abrigo para as algas, são um substrato para pradaria marinhas, são locais de colonização de organismos incrustantes e, proteção de ermitões e peixes.

  • Marfim: um dos mercados mais famosos e grandes do mundo quee ameaça os majestosos elefantes de entrarem em extinção, assim como os rinocerontes. O comércio para turistas vende uma infinidade de objetos, são esculturas, joias, talheres, etc. Saiba que o safari turístico é um meio super efetivo de controle e proteção de caça.

  • Fotos com animais selvagens: animais como preguiças, cobras, aves exóticas, macacos, leões e tigres, são frequentemente machucados e sedados antes das fotos serem tiradas, e as criaturas geralmente são capturadas quando filhotes e mantidas em tristes e doloridas condições. Exemplo perfeito e famoso é o documentário Tiger King.

  • Passeios para Santuários (sem pesquisa) : infelizmente, alguns santuários pelo mundo são mentiras, diversos santuários de elefantes na Ásia maltratam os animais e muitos santuários de animais selvagens na África vendem os animais quando crescem para a caça ilegal. Sempre que for visitar algum local com animais selvagens, pesquise muito antes de ir.

  • Ingressos para parques como Sea World: acredito que não precisamos falar muito sobre o problema aqui. São animais gigantes que são mantidos em espaços menores do que um estacionamento, condicionados por drogas e remédios.

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O lado bom é que quando fazemos tudo com responsabilidade vemos resultados como: Mercado de artesanato movimenta R$ 50 bilhões por ano no Brasil . Importante é sempre estarmos refletindo e evoluindo sobre nosso consumo, afinal mais do que lembranças, souvenirs produzem renda, quando vindos da forma mais correta.


Aqui fica nosso convite para melhoramos nosso consumo em alguns aspectos e para prestarmos mais atenção em nossas viagens na procedência de tudo que estamos usufruindo e comprando. Vamos ser mais responsáveis? 


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